<!-- --><!-- --><style type="text/css">@import url(http://www.blogger.com/static/v1/v-css/navbar/697174003-classic.css); div.b-mobile {display:none;} </style> </head><body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <iframe src="http://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID=7972950207494457409&amp;blogName=Ad+confessionem&amp;publishMode=PUBLISH_MODE_BLOGSPOT&amp;navbarType=BLUE&amp;layoutType=CLASSIC&amp;searchRoot=http://adconfessionem.blogspot.com/search&amp;blogLocale=pt_PT&amp;v=1&amp;homepageUrl=http://adconfessionem.blogspot.com/&amp;vt=7033695271258343628" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" frameborder="0" height="30px" width="100%" id="navbar-iframe" allowtransparency="true" title="Blogger Navigation and Search"></iframe> <div></div>

Um Novo Futuro em Construção (Expresso, 17/3)

18.3.12


O PS, na oposição e amarrado a um memorando de necessidade, derrotou a inevitabilidade anunciada por muitos: a sua irrelevância. Apesar da competição pelo ruído no folclore mediático, o PS condiciona o debate político real em torno das suas ideias: apresentou propostas alternativas no debate do Orçamento, combateu a meia-hora adicional de trabalho respeitando milimetricamente a autonomia sindical e a concertação social, combate o clientelismo partidário com desassombro, lidera um discurso forte e coerente sobre Europa, combate sem tréguas a obsessão pela austeridade e defende persistentemente uma agenda nacional para o crescimento e o emprego. Combate os radicalismos. Combate o radicalismo da autocrítica (típica de regimes sem eleições periódicas e livres, utilizada quando não existe liberdade de opinião ou de crítica). Um exercício que serviria para penitenciar os socialistas pelos seus pecados contra a "esquerda de confiança" promovendo-a como refúgio moral de expiação. Combate o acantonamento radical. É evidente o desespero com que a direita tenta empurrar o PS para fora do círculo de credibilidade. O argumento do "passado" e dos "seis anos", usado pela "direita da verdade", pretende condicionar a oposição legítima e democraticamente eleita para desempenhar o seu papel. Basta ouvir o tom pueril do Ministro da Economia sobre o passado, por tudo e por nada, para se concluir que é argumento morto. O Governo não tem desculpas. Deu os sinais internacionais que queria, graças a um elevado sentido de responsabilidade do PS bem alicerçado no superior interesse nacional. Os insucessos de amanhã serão da exclusiva responsabilidade do Governo. Ao protagonizar uma oposição construtiva, em torno de políticas, e não de políticos, o PS despersonalizou a política, ganhando credibilidade e evidenciando, pela diferença, os méritos da sua governação passada – distinguindo-se do PSD e das suas campanhas negativas. Optou, também, por introduzir a ética no discurso político, algo mais estrutural do que aparenta. Perante uma crise de confiança, em que as instituições vacilam, em que legitimidades informais esquecem as formais, em que populista se confunde com popular, em que o Estado se enfraquece, a introdução da ética na política, nos negócios e nas nossas vidas é um imperativo. No início do novo ciclo do PS, muitos foram os que vaticinaram a ausência de espaço para fazer oposição ao pensamento único dominante. Hoje, o PS consolida-se como alternativa, respeitada por amplos sectores da sociedade portuguesa, promovendo um novo estilo de oposição, evitando críticas de ocasião, e honrando os compromissos internacionais do Estado português. O caminho sufragado pelos socialistas, que merece crescente apoio dos portugueses, é claro: fazer oposição séria, construtiva e responsável, consciente do extraordinário momento político, social e económico que o país atravessa e com olhos postos no futuro, construindo um projecto político alternativo de esperança. Ceder nesse desígnio seria violar o compromisso eleitoral do Secretário-Geral do PS. Violar um compromisso eleitoral é limite inultrapassável para quem quer credibilizar a política e os políticos. António José Seguro traçou um rumo e está a segui-lo, escrupulosamente.

0 comments links to this post

Resposta a António Costa (DE) - não publicada

13.3.12



(este artigo foi enviado ao DE após garantia de publicação - o que não veio a acontecer.)
Peço desculpa aos leitores do DE mas é imprescindível iniciar este artigo pela transcrição dos primeiros 90 segundos da primeira intervenção do Secretário Geral do Partido Socialista, António José Seguro, no debate quinzenal da passada quarta-feira: “Sr. PM, quero falar-lhe de emprego; quero falar dos problemas concretos dos portugueses. Este é o nosso 10º debate quinzenal. Em todos eles, desde Junho até hoje, tenho chamado a sua atenção para que a prioridade na consolidação da contas públicas deva ser o emprego e o crescimento económico. O seu caminho é o da austeridade “custe o que custar”. (...) Quais são os resultados do seu caminho e do “custe o que custar”? A mais elevada taxa de desemprego de sempre, 1.200.000 portugueses à procura de emprego. (…) Sabe quantos portugueses ficam sem emprego por dia? 900! Sabe quantos jovens portugueses ficam desempregados por dia? 92! E o que é que o Sr. Primeiro-Ministro responde? “Custe o que custar”! A sua política está a destruir o emprego em Portugal.”
90 segundos onde a questão do desemprego é referida 7 vezes. O que motivou a transcrição destes 90 segundos? A seguinte frase do artigo de António Costa no DE, na passada 5ª Feira: “António José Seguro tem a oportunidade de confrontar o primeiro-ministro como os números do desemprego histórico, e o que faz? Em plena Assembleia da República, e num debate parlamentar, pede um debate com Pedro Passos Coelho para discutir as opções do Governo…”
Tenho consideração pelo Diretor do DE e leio com regularidade os seus artigos. Nem sempre concordo com a sua opinião, mas reconheço que se trata de uma opinião bem fundamentada e intelectualmente honesta. Ontem, quando o li, fiquei decepcionado! Meu caro António Costa, como demonstrei, foi precisamente pelo elevado número de desempregados que o SG do PS começou a sua intervenção. Pedindo explicações ao PM e recordando que há muitos meses vem alertando o Governo para mudar de caminho e largar a paixão pela austeridade. O que verdadeiramente surpreende é o silêncio e a frieza de quem nos governa relativamente ao desemprego.
Seguro tem insistido, desde que foi eleito Líder do PS, para que o emprego e o crescimento  sejam a prioridade da estratégia de consolidação das contas públicas. O PM teima no caminho do “custe o que custar”. Os resultados estão à vista e comprometem as previsões orçamentais de Passos Coelho e Vítor Gaspar. Como só criaremos emprego se a economia crescer, António José Seguro também questionou o PM sobre a paralisação dos fundos comunitários e anunciou um debate de urgência sobre a economia e a execução desses fundos. Estou seguro que António Costa concordará – apesar de ter ignorado no artigo em causa assunto tão importante para a economia e para as empresas portuguesas. Um país com a economia neste estado não pode ter os fundos comunitários parados há oito meses!
Neste contexto económico e social, o PM optou por atacar, sem aludir a nenhum facto, o passado do Líder do PS e a sua coerência política. Foi em resposta a esse ataque, bem específico (com toda a irresponsabilidade que tem essa especificidade...), que o Líder do PS desafiou o PM para um debate onde, com tempo, e não em poucos minutos, se pudesse avaliar a coerência política de ambos. Claro que Passos Coelho recuou. Os portugueses sabem porquê! O jornalismo  e a opinião não fazem história. Mas a história do presente terá o jornalismo e a opinião como fontes incontornáveis. A par de registos como as atas do Parlamento, das televisões e das rádios. E com o distanciamento temporal, metodologicamente indispensável, não persistirão dúvidas sobre quem esteve do lado certo da história no debate da passada quarta-feira. 

0 comments links to this post

Chef Marcelo

6.2.12


O inefável Professor Marcelo está a perder qualidades! Deve ter sido o único português que não compreendeu o que o Líder do PS disse sobre o Memorando. Vamos ajudá-lo: o Líder do PS disse que não negociou nem assinou o Memorando, que discorda de partes do seu conteúdo, mas que continuará a honrar, em nome de Portugal, o compromisso assumido pelo Governo anterior.
O Professor Marcelo continua um especialista em gastronomia: depois de ter enganado Paulo Portas com a famosa vichyssoise desenvolve os seus dotes culinários com a teoria do soufflé.

0 comments links to this post

13.1.12



O Sr. Dr. Catroga é um bom economista mas não é por esse mérito que tem dado nas vistas nos últimos anos. O Sr. Dr. Catroga merece-me o maior respeito. Guardo sempre o maior respeito pelas pessoas de maior idade. É apenas lamentável que haja ainda quem se ache acima dos outros. É a arrogância de classe e a petulância de casta que se reconhecem e que se pensava afastadas da sociedade portuguesa mas que demonstra bem o nosso crónico défice de igualdade, a subserviência cínica reinante (bem personificada por alguns jornalistas e comentadores) e os falhanços do 25 de Abril.
Há argumentos e argumentos. O Sr. Dr. Catroga tem currículo: é inegável; alguém que foi ministro das Finanças, e que tem experiência na gestão de diversos negócios, poderia, em tese, assumir quaisquer responsabilidades na EDP. Mas considerar que a sua escolha é natural, para além de revelar elevada e saudável autoestima é uma blague de algumas pessoas de direita que se consideram quase predestinadas para algumas funções. As mesmas que reagem epidermicamente às pessoas de esquerda que ocupam esses lugares, sugerindo que há quase uma usurpação de direitos ou que as pessoas de esquerda têm que se comportar como as de direita nesses cargos. O argumento supremo do desplante desenvergonhado é o que defende os chorudos salários com a função redistributiva associada aos impostos que paga. É um ultraje aos portugueses. Aos portugueses que ganham o salário mínimo com o seu trabalho. Aos portugueses da classe média que pagam os seus impostos. Aos trabalhadores da EDP. Aos portugueses que veem cortados os seus salários com a proclamação sempre repetida do “temos que empobrecer” do Primeiro-Ministro.
O Sr. Dr. Catroga tem um percurso de admirável consistência na sua independência. Tanto foi gestor de topo no antigo regime, como foi nomeado por Governos PS, como serviu governos e candidaturas do PSD. Como negociou o calendário de privatização da empresa à qual supervisionava a estratégia.  Como escreveu um programa eleitoral com compromissos de inegável impacto na faturação da empresa que supervisionava. Já para não falar da sua posição conhecida e antiga contra a privatização da EDP (talvez porque receasse perder acesso à mesma sem os obscuros caminhos que ligam a direita dos negócios ao Estado – suprema ironia...). Agora é usado para “comunicar” melhor com o regulador. Sempre desconfiei dessas consistências de quem tem convicções compatíveis com tudo e com todos. Gosto mais de gente com convicções consistentes do que com independências consistentes (estas rendem mais...). Admira-me que só ele não perceba a gravidade das suas atitudes e declarações. Vejo, contudo, uma vantagem nesta polémica: fica claro para os portugueses a razão do afã da direita dos interesses e dos negócios sempre que se fala em privatizações. A entrevista do Sr. Dr. Catroga foi um verdadeiro tratado sobre a chamada democratização da economia defendida pelo Primeiro-Ministro: rasgar todos os sistemas de escrutínio público escondendo-se na “liberdade” (insultando a palavra) despudorada dos ditos “privados” e tornando acessível aos poderes financeiros o domínio das dinâmicas económicas e sociais – condicionando assim a democracia e a política. Como aconteceu no BPN. Seria importante para a sanidade nacional evitar um novo BPN. Não queremos ficar sem luz em Portugal. Num momento em que se aumenta a factura da eletricidade, em que se ouve os Srs. Drs. Catroga da vida defenderem diariamente austeridade em cima de austeridade (aparentemente, só para os outros), os portugueses sentem que há pessoas ligadas aos partidos do governo e à direita dos negócios que estão imunes à crise e ao aumento da eletricidade.
Não há refúgio possível no argumento do passado. Em democracia os julgamentos políticos são feitos em eleições. Esse julgamento já foi feito pelos portugueses. Esse argumento não impedirá o PS de denunciar tudo o que deva ser denunciado. Não passa de uma técnica de retórica que descredibiliza a política e os políticos.
Por estas razões, e houvesse vergonha, o Sr. Dr. Catroga recusaria o convite que tem em cima da mesa. Perdeu qualquer condição objectiva para liderar a empresa que me factura mensalmente a eletricidade. Contrato que reavaliarei.

0 comments links to this post

Vertrag von Lissabon R.I.P.

3.12.11



Merkel falou na véspera do Congresso do SPD. Onde estarei amanhã. Há muito tempo que a esquerda europeia reconhece como inevitável uma maior integração fiscal. Também há vários meses o SG do PS defende a revisão dos tratados. Antes da Alemanha, de França ou da Comissão. Sim à revisão dos tratados mas para garantir maior governabilidade económica na UE, para reforçar papel do BCE e para emissão deEurobonds. A revisão dos tratados não pode ser apenas um meio para proteger interesses financeiros e económicos alemães - servindo de desculpa para adiamento de medidas imediatas. Tem que ser meio para reforçar democraticidade deste novo patamar de integração (orçamental e fiscal). Qualquer reforço de integração fiscal e orçamental tem que ser acompanhado de igual integração política e de maior controlo democrático - eleição directa de um dos órgãos de governação e reforço do papel do Parlamento Europeu. A revisão dos tratados não pode ser desculpa para adiar medidas urgentes: reforço do FEEF, cooperacao reforçada na zona euro em termos fiscais e de governação, reforço do orçamento da UE e emissão de Eurobonds (para financiar dívida e investimento). O governo está completamente fora do debate. O PS convocou uma Comissão Política Nacional para a próxima segunda-feira para discutir situação europeia.

0 comments links to this post

Há outro caminho!

23.11.11



0 comments links to this post

Os riscos de maturidade da nossa democracia

18.11.11



Nos últimos 40 anos muito dos nossos destinos individuais foi determinado por cumplicidades informais, mais ou menos legítimas, e muito para além do nosso conhecimento. Ex-colegas de faculdade (e há 40 anos não eram muitos), ex-colegas de clandestinidade, ex-colegas de movimentos reaccionários e revolucionários, contraditórios entre si (as juventudes partidárias de então), familiares mais ou menos amigos, concorrentes de heranças e fortunas, irmãos de irmandades identificados com grandíssimos princípios e sem traficância, foram todos moldando a sociedade à sua imagem e semelhança.
Muito pouco resultou da vontade democrática e legítima. E muito do que resultou dessa vontade democrática e legítima agravou défices e dívida.
As tensões actuais da sociedade portuguesa (e apenas naquilo que é nacional, filtrando a torrente internacional) tem muito a ver com uma transição geracional para gente com novas legitimidades e merecedoras de desconfiança. Ou porque não pertencem a nenhuma das categorias referidas acima ou porque nem sequer são filhos de membros das ditas categorias dominantes da sociedade portuguesa. Isso provoca medo, insegurança e desconfiança. Os protagonistas que têm sido dominantes, e que nalguns casos conseguem prolongar essa dominância com os seus filhos, assegurando-lhes formação e percurso profissional imune à crítica da normalidade (porque eles próprios conceptualizam e determinam o que é normal e portanto banal), vêm-se cercados por novos protagonistas não filiados. Em filiações que interessem, que eles conheçam, que controlem, mais ou menos conscientemente.
Estamos no meio da ponte: pessoalidade endogeneizada versus impessoalidade legítima.
O passo em frente para consolidar a nossa democracia, para que seja verdadeira democracia, é algo que deve romper com a pessoalidade endogeneizada na sociedade e induzida pela dominância. O reforço das instituições com a sua imunização às rotações de pessoas, a formalização de comportamentos que assegurem verdadeira igualdade de oportunidades de acesso, a destruição de critérios informais ocultos sob aparente credibilidade através da denúncia são essenciais para uma nova fase da democracia representativa. A verdade e a transparência são instrumentos essências dessa evolução. Sem moralismos nem generalizações e calúnias.

1 comments links to this post

Links